Facebook Atrai Milhares de Pessoas. Às Ruas! E Sem Querer…

Lindevania Martins

Egito: Protestos Combinados pelo Facebook

O Facebook tem sido um fenômeno de público.

Atraiu milhões de internautas para suas páginas. Levou  inúmeras pessoas ao cinema, ávidas para assistirem ao filme “A Rede Social”, que conta sua história e concorre ao Oscar em oito categorias. Foi um dos termos mais buscado na internet no ano de 2010. Transformou Mark Zuckerberg em bilionário. Está desbancando o Orkut no Brasil.

Enfim, o Facebook é um mega sucesso.

Principalmente no oriente médio, onde inúmeras revoltas e protestos têm sido organizadas em suas páginas, levando milhares de pessoas a tomar os espaços públicos reais, protestando contra ditaduras corruptas. Coisa com a qual Mark Zuckerberg não contava.

Matéria publicada  neste 2 de fevereiro no Washington Post, aponta o Facebook como a verdadeira ferramenta para os opositores de Hosni Mubarak no Egito, onde a rede social teria cerca de cinco milhões de usuários.

Enquanto Google e Twitter, após o governo egípcio bloquear a internet, tiveram papéis ativos, tentando driblar o controle e ajudar os manifestantes a se comunicarem, o Facebook não anda muito contente com a recente notoriedade como insuflador de revoluções. Segundo o Washington Post, muitos países em que o Facebook é popular são ditaduras e autocracias e a empresa teme que, por conta do ocorrido na Tunísia e no Egito, que os governos desses países restrinjam ou mesmo proíbam suas atividades.

Não são poucos os governos que, em vários níveis, censuram internet. Blogs, redes sociais, Msn, Twitter. Suas justificativas se repetem: proteger a população, evitar a pornografia e que se espalhem informações incorretas. Essa é a justificativa, entre outros, da Coréia do Norte, do Irã e da China.

Enquanto algumas empresas como Google, Microsoft e Yahoo se juntaram na Global Network Initiative, a fim de lidar com questões relativas a censura pelo mundo, o Facebook evita qualquer tomada de posição. No entanto, os acontecimentos recentes levaram o Facebook a um protagonismo que o mesmo não desejava, mas que é irreversível.  Por quanto tempo continuará em cima do muro?



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3 Respostas para “Facebook Atrai Milhares de Pessoas. Às Ruas! E Sem Querer…

  1. Toda essa efevercência do pessoal do norte da África na internet já chavamava a atenção dos governos antes das revoluções. No Egito, por exemplo, tem o caso do Alaa, blogger que passou uma temporada na prisão por escrever demais.
    Mas elas não pareciam muito preocupadas com o facebook, que, sei lá, deve parecer pra elas uma coisa mais boba e reservada.

    Agora que os governos, principalmente as ditaduras, sabem que o facebook tem potencial para molotovs e revoluções, eles vão ficar bem mais ligados.

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