Influência no Twitter

Nesta semana, o New York Times (clique aqui para ler) publicou uma matéria revelando que entre as dez pessoas mais influentes do Twitter, no mundo, estão o apresentador Luciano Huck e o comediante Rafinha Bastos – ambos brasileiros.

Diz o jornal que não causa surpresa que tais nomes “não familares” estejam entre os mais influentes, considerando que, ao lado dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, o Brasil é um dos países em que o microblog possui os mais altos índices de popularidade.

Para chegar aos nomes dos dez mais influentes no Twitter, o New York Times recorreu ao Twitalyzer: uma firma de pesquisa independente  que conta o número de vezes que o nome da pessoa é mencionada por outros usuários, incluindo retweets, criando um  Índice de Influência. A idéia do Índice de Influência não seria simplesmente mensurar o quanto a pessoa está “falando” no Twitter, mas o quanto outros usuários são afetados por aquela comunicação. Assim, embora Rafinha Bastos nem apareça entre as dez pessoas com maior número de seguidores, é o primeiro da lista quando se trata de influência, batendo de longe Lady Gaga, campeã mundial de seguidores.

Como diz um dos fundadores do Twitter, Evan Williams, alguém pode ter milhões de seguidores, mas não postar com frequência, enquanto outro, com apenas dezenas de seguidores, pode ser um postador frequente, cujas mensagens são amplificadas por outros usuários.

Vale lembrar que o Twitalyzer já existe há algum tempo e que não é a primeira vez que um brasileiro aparece entre os mais influentes. Em ranking divulgado em abril de 2010 (clique aqui para ver), por exemplo, o primeiro lugar era de Paulo Coelho.



O Twitalyzer possui uma página na internet que permite a qualquer mortal calcular seu próprio impacto no twitter.  O índice combina influência, número de seguidores e frequência de mensagens escritas. É o simpático robozinho azul acima que conduz as buscas.

Mas o Twitalyzer não é a única ferramenta na internet que permite medir desempenho no Twitter. O PeerIndex , o Klout e o TweetLevel também fazem propostas semelhantes. Cada um possui um ranking diferente e, nestes, brasileiros não aparecem tanto.

Se ficou curioso e quer saber a quantas anda sua influência no twitter, clique aqui. Quando a página abrir, coloque seu nome do Twitter no campo reservado para buscas – ou o nome que quer bisbilhotar , e dê enter.

Boa sorte!


Abbey Road

Nunca uma  faixa de pedestres foi tão famosa.


Só mesmo os Beattles para transformar listras brancas no asfalto em celebridade, com a capa do disco “Abbey Road” (1969). Segundo a Wikipedia, a sessão de fotos, idéia de Paul MacCartney, teria durado uns  dez minutos. Jonh Lennon teria dito: “Deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas”.

Em 2002, foi a vez dos Simpsons  atravessarem a mesma faixa de pedestres para a capa da revista  Rolling Stones:


Aliás, o gesto dos garotos de Liverpool foi reinventado tantas vezes que se perdem as contas. A imagem abaixo, feita em 2000, é do grupo paulista de comediantes  chamado Língua de Trapo, no trabalho  “Vinte e um anos na estrada”:

Até mesmo monges, de verdade, quiseram recriar os passos do Beatles, na capa do disco que está à venda na Amazon por cerca de U$ 8,00 dólares:


O Red Hot Chilli Pepper optou por tirar as meias dos pés e colocar em um local anatomicamente mais parecido:

A paródia abaixo é de responsabilidade da Bropton, fábrica inglesa, querendo exibir sua bicicleta dobrável:




Em 1993, Paul MacCartney voltou sozinho… Ops! com seu canhorro…  para atravessar a faixa, na capa do álbum ” Paul is Live”:


E nos quadrinhos brasileiros, Maurício de Souza:



 

“Happy Birthday” tem dono

Lindevania Martins

Uma das execuções mais famosas da canção é de Marylin Monroe, para o presidente Kennedy, em 1962.

“Happy Birthday” é a música mais popular do planeta.

De acordo com o Guiness Book, esta é a música em língua inglesa mais conhecida no mundo, já tendo sido trazida em, pelo menos, dezoito línguas. Mas se engana quem pensa que a canção pertence ao domínio público. Apesar de ser de uso comum, cantada em execuções ao vivo em aniversários pelo mundo afora, “Happy Birthday”, em inglês ou português, tem dono. Isso faz com que não possa ser executada sem autorização. Ou sem pagamento.

Embora o mais provável é que antes já existissem versões em outras fontes populares, a música teria sido criada pelas irmãs e professoras primárias  Patty Hill e Mildred J. Hill em 1893. Em 1933, Jéssica Hill, irmã das duas autoras, entrou na justiça para reivindicar os direitos autorais – copyright. Ganhou. Mais tarde, os direitos da música iriam parar nas mãos da empresa Warner, que até hoje declara que ninguém pode cantar a música sem lhe pagar os royalties devidos. Registre-se que se presume que a Warner receba cerca de dois milhões de dólares por ano pela execução da música.

O Prof.  Robert Brauneis, da Escola de Direito da George Washington University, afirma que a música não deveria estar sob proteção do copyright, pois não há provas da autoria atribuída a Patty Hill e Mildred J. Hill, que mais provavelmente recolheram, remixaram a música ou criaram a melodia. Mas esta também poderia ter se originado de outras canções populares do século XIX e a letra, provavelmente, teria sido improvisada por grupos de crianças de cinco ou seis anos que nunca teriam recebido compensação financeira.

 

A tradução de Dona Berta foi a vencedora em concurso de traduções promovido pela Gravadora Continental em 1942.

No Brasil, a canção foi traduzida como  “Parabéns pra Você”  por Berta Celeste Homem de Mello em 1942. Além da Warner, a família de Bertha detém os direitos autorais da execução da música em português, juntamente com Jorge de Mello Gambier, que teria acrescentado uma segunda estrofe à música em 1978.

É contado que Bertha, durante sua vida inteira, implicava com o fato das pessoas não respeitarem a  sua tradução da música. Afinal, escrevera “Parabéns a você/ nesta data querida/ muita felicidade/ muitos anos de vida”; e não “Parabéns pra você/nesta data querida/muitas felicidades/muitos anos de vida”.

Então, cuidado, na próxima vez que você cantar “Parabéns pra Você” e não pagar os direitos autorais, poderá enfrentar as garras da lei.

Por fim, findamos com o trecho de uma famosa carta de Thomas Jefferson a Isaac McPherson, em agosto de 1813:

“Se a natureza produziu uma coisa menos sucetível de propriedade exclusiva que todas as outras, essa coisa é a ação do poder de pensar que chamamos de idéia, que um indivíduo pode possuir com exclusividade apenas se mantém para si mesmo. Mas, no momento em que a divulga, ela é forçosamente possuída por todo mundo e aquele que a recebe não consegue se desembaraçar dela. Seu caráter peculiar também é que ninguém a possui de menos, porque todos os outros a possuem integralmente. Aquele que recebe uma idéia de mim, recebe instrução para si sem que haja diminuição da minha, da mesma forma que quem acende um lampião no meu, recebe luz sem que a minha seja apagada.”

Cibercultura e Ciberpunk

Os vídeos abaixo, divididos em quatro pedaços,  mostram uma mesma e única entrevista concedida por Adriana Amaral, doutora em comunicação pela PUC e autora do livro “Visões  Perigosas: Uma Arque-genealogia do Ciberpunk”, ao Programa Cyber Cubo, do curso de Comunicação Social da Feevale.

Na pauta, cibercultura e ciberpunk.

O Cyberpunk, como afirma Adriana Amaral, é um elemento estético da cibercultura, presente desde o seu nascimento,  cujo elemento central  é a relação do homem com a máquina e que permeia diversas mídias e até a vida cotidiana. Começa no anos 80 como movimento literário, um subgênero da ficção científica, e a partir daí desdobra-se no cinema,  nos games, na moda, na música, nos quadrinhos, etc.


No primeiro vídeo, é abordada a questão das ciberidentidades. Ressalta-se que as pessoas têm acumulado experiências na vida real para abastecer o  perfil on-line. Adriana Amaral afirma que sites de relacionamento, como Orkut e Facebook, permitem que o usuário reconstrua sua identidade, mostrando tanto que é quanto aquilo que quer ser, num movimento que não se encontra desconectado da forma como a identidade é construída na vida real. Ocorre que as fragmentações carregadas por cada um, que se mostra em diferentes facetas ou modo de ser: aluno, profissional, pai, vizinho, amigo, etc.,  seriam potencializadas pela internet e exibidas  de forma universal.

Estes mesmos espaços das ciberindentidades também atuariam alterando a noção de memória, que passaria a ser seria fixada através de fotos expostas e compartilhadas na rede, entre outras formas.

Passando a tratar do ciberpunk, é estabelecida como uma de suas temáticas centrais a distopia – uma visão de um futuro decadente, com uma multiplicidade de estilos de vidas característica das grandes cidades, onde a máquina domina o homem num cenário em que ambos se encontram intimamente relacionados.  Adriana aponta que toda a idéia de cultura hacker,  fórum do software livre, redes  P2P,  compartilhamento em rede, que não são exatamente coisas estéticas, bebem na fonte do ciberpunk.


No segundo bloco, Adriana continua a falar sobre o cyberpunk e suas representações na cultura pop. A  partir do entendimento de que o ciberpunk herdeu muitas características do romantismo gótico, menciona que a obra Frankestein (1818),  de Mary Shelley, é considerada a fundadora da ficção científica, enquanto Neuromancer (1984), de William Gibson, seria a obra fundadora do cyberpunk na literatura, que trouxe tal conceito.  Menciona escritores atuais que exercitam o tema, como o canadense Cory Doctorov.

É apresentado como principal meio de popularização do ciberpunk o cinema. O filme Blade Runner (1982) é apontado como sendo pré-ciberpunk, mas como definidor do estilo, na esteira do qual surgiram outros longas, como  Sin City e Dark City. No entanto, são os animes que são ressaltados: “Tem muitos animes japoneses, porque hoje o grande foco ciberpunk é no Japão. É o lugar mais ciberpunk do mundo, até em termos de cultura de rua, no vestir, na moda, etc. Então a gente tem aí o Fantasma do Futuro, que é o Ghost in The Shell, que o Spielberg agora vai dirigir esse ano,  que já tinha em anime. E o Akira que eu vi que Leonardo di Caprio vai produzir”.

A pesquisadora ainda fala sobre ciberpunk nos games, apontando o cinema como o grande difusor do gênero. Como destaque na literatura, além de William Gibson, aponta Willian K. Dick que, apesar de não ser da geração ciberpunk, teve vários trabalhos adaptados com sucesso para o estilo.  Ressalta que, enquanto movimento literário, o ciberpunk acabou nos anos 80,  permanecendo a disseminação da sua estética: atitudes e comportamentos.


A música no ciberpunk é o tema do terceiro vídeo. O ciberpunk é diferenciado do punk rock, sendo ressaltado que o ciberpunk foi um movimento essencialmente literário, influenciado  pela atitude “faça você mesmo” do punk rock. Por sua vez,  algumas bandas musicais se utilizaram de elementos do ciberpunk, como a banda canadense Front Line Assembly, que teria  declarado tal  influência publicamente em um documentário.

Apesar de mencionar o Front Line Assembly, Adriana Amaral ressalta o pioneirismo dos integrantes da  Kraftwerk, que seriam “os pioneiros de tudo mesmo”. Trata-se a Kraftwerk de uma banda alemã, fundada na década de 70, que fazia e tocava música através de sintetizadores,  usando letras mínimas e focadas na vida urbana e na tecnologia. Foi responsável pela popularização da música eletrônica. No vídeo, a entrevistada ainda menciona o álbum do Kraftwerk chamado “The Man Machine” (O Homem Máquina), de 1978. Cita ainda outras bandas de inspiração ciberpunk, como o Prodigy e o Nine Inch Nails – bandas de temáticas mais soturnas  e híbridas entre rock e eletrônica.

Como reflexo da cultura ciberpunk, são citadas as defesas do Creative Commons e do download,  que se constituem formas de ativismo digital onde se encontra fortemente presente o elemento tecnológico. Também são mencionadas as organizações a partir de flah mobs e  smart mobs, que usam a tecnologia de uma forma que não tinha sido pensada antes.


Por fim, o último bloco trata de moda, comportamento e ciberpunk no Brasil. Menciona os estereótipos quanto ao modo de vestir: couro,  jaqueta, corte moicano, visuais fetichistas, roupas de vinil, mas fala também de uma “outra moda”,  a neo vitoriana, que mistura elementos românticos: roupas cheias de babado, golas enorme, I Pod, piercing, tatuagem, combinando elementos antigos e atuais.

Adriana Amaral traça uma relação entre ciberpunk e religião, usando como exemplo  o filme Matrix, onde personagens sofrem uma desmaterialização, deixando o próprio corpo para entrar na rede: a separação entre mente e espírito. Trata-se  de uma idéia antiga que pode ser localizada desde os gregos, passando por Descartes, até nossos dias, quando a divindade passa a ser representada pela máquina e pela tecnologia.

Todos os desejos humanos seriam transferidos para a máquina: não morrer; ficar jovem para sempre; transformar o corpo através de cirurgia plástica, como um implante de silicone; e até mesmo, num extremo, realizar uma correção do corpo através uso de óculos – elementos de ciborgização.

Por fim, o ciberpunk é definido em três palavras chaves:  distopia, relação homem-máquina; e obsolescência do homem.

Produção em Cadeia

Lindevania Martins

“ Produção em Cadeia”,  documentário realizado em 2010 por João Mello, Victor Sousa e Maurício Kenji, como TCC para o curso de Jornalismo da PUC-São Paulo, trata do universo musical: compartilhamento de musica na rede, indústria fonográfica, espaço para novos artistas, acusações de pirataria, direitos autorais, etc.

Quando perguntados por que motivo escolheram o tema para o documentário, Victor Marinho vai direto ao ponto, em Altnewspaper: “ Acho que o motivo principal para escolher esse tema é o fato de fazer parte dessa geração que desde cedo viveu a internet. Eu sempre baixei música, desde a época do Napster e do Áudio Galaxy, e com certeza isso moldou minha formação cultural” .

Maurício Kenji continua, afirmando que esse é um assunto que envolve diretamente o ambiente cultural, uma vez que  valores e  princípios construídos pela industria fonográfica, ao invés de promover a cultura, a limitam, não dando margem àqueles que não se submetem ao sistema construído para alcançar o sucesso, fazendo com que a mercantilização da música esconda o fato de que esta também é cultura.

João Mello diz que baixar músicas sempre foi uma coisa natural: “…as pessoas sempre se esforçaram pra mostrar uma música legal pra um amigo, essa troca sempre rolou. O que a internet fez foi facilitar e potencializar essa troca, criando um acervo musical infinito e livre para todos. A idéia do filme foi reunir depoimentos de pessoas que viveram tanto a fase analógica quanto as que vivem a fase digital do acesso à música”.

Aliás, o vídeo mostra como o uso de fitas cassetes para compartilhar música parecia algo perfeitamente natural, sem que ninguém acusasse seus usuários de criminosos ou imorais prontos para serem lançados nas grades da prisão ou no fogo do inferno. O sociólogo Sérgio Amadeu nota isso no documentário: “E sempre as pessoas compartilharam fitas cassetes. Sempre gravaram discos, fizeram suas próprias trilhas, escolhiam uma música de um, duas músicas de outro, montavam, compartilhavam e tal.  Só que isso não era relevante, não era entendido como um grande problema” .

No vídeo, entre outros, aparecem entrevistas com donos de lojas de discos, cientistas sociais, artistas mais antigos e das novas gerações. Entre estes, a cantora e compositora Lulina, recifense radicada em são Paulo, que declara que sem a internet não teria nem mesmo lançado um disco. Ouça as músicas de Lulina aqui.

Paulo Marcondes, do blog Hominis Canidae ( para acessá-lo, clique aqui), que oferece músicas para download, afirma que há dias em que realiza o upload de vinte CDs e passa o dia inteiro fazendo isso. Diz que faz isso porque acredita que qualquer tipo de cultura deve ser compartilhada, pelo que não se sente nenhum pouco criminoso por compartilhar links em seu blog. Sérgio Amadeu concorda: “O que o digital fez foi devolver essa criação para o universo comum da cultura. E aí por isso que quando você separa a música do vinil, a imagem da película, o texto do papel, você põe tudo no digital, você consegue fazer nitidamente o que a cultura promove, que é a fusão de tudo. A cultura sempre foi recombinante. É um conjunto de práticas recombinantes”.

Quando Márcia Tosta Dias, autora do livro “Os Donos da Voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura”,  aparece no documentário apontando que desde o ano de 2002 houve uma queda abrupta das vendas da indústria fonográfica, Sérgio Amadeu responde que tal queda é  gerada pela diversidade, pela quantidade de opções disponíveis para os apreciadores de música.

O cantor e compositor Valdir Fonseca lembra que os direitos autorais no mundo inteiro estão relacionados ao sucesso. De fato, o documentário mostra propagandas de entidades de classe, apresentadas por Ivan Lins, Alcione, Zezé Mota, Sergio Reis e Dudu Nobre defendendo o direito autoral. Este último pede que o consumidor pague o direito autoral por suas músicas porque seria esta a herança que deixaria para seus filhos. Falando em seguida, o rapper G.O.G declara que sua pretensão é não deixar esse tipo de herança para seus filhos, mas o ensinamento do certo, do respeito as pessoas e a diversidade, afirmando que dá  um cunho de domínio publico ao seu trabalho: “ Ao meu entender, o meu processo de criação começa na observação.  E quando eu observo, eu busco algo que não é meu para a letra. Então, na realidade, eu já estou usurpando, entre aspas, de alguém, alguma coisa que de repente é dela. E eu não conto” . E termina brilhantemente: “Temos que alimentar a cadeia produtiva. E não colocar a produção na cadeia”.

Por fim, encerramos o post com uma das falas do Sergio Amadeu no documentário, tratando do direito autoral: “É uma maquina arrecadadora do mundo analógico. E no mundo analógico ela já era ruim. Porque era ruim? Porque  ela trabalha com critérios que não são objetivos nem claros. E aí é óbvio, você pega alguns grandes artistas que se beneficiam com o ECAD e eles vão defender. Mas será que a musica e a cultura brasileira se resumem a esses artistas?”

A propósito, o documentário foi liberado pelos autores para download: megaupload.com/​?d=12NP1UWA

O Eterno Retorno… da Moda

“A moda sempre volta. Cuide bem de suas roupas”. Dreft

“Dreft”, uma marca de sabão produzida pela Protector & Gamble desde 1933, é popular nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, etc.

Em meados do ano passado, lançou uma campanha publicitária  muito interessante, criada pela Leo Burnett Brazil, na qual mostra fotos pessoais da década de 70 de um lado e, de outro, imagens de campanhas publicitárias atuais. Em comum, uma mesma peça de roupa. Porque a moda… vive num eterno retorno:

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Os cartuns de Andy Singer

“Do Nascimento à Morte, em um Carro”. Cartum: Andy Singer.

No post anterior,  o Catálogo de Indisciplinas falou sobre movimentos que surgiram pelo mundo, no estilo “mais amor, menos motor”, chamando a atenção sobre as mudanças ocorridas na estrutura das cidades, da sociabilidade, da poluição atmosférica, etc., enfim, do lado negativo do uso do automóvel.

Hoje, fala sobre Andy Singer.

Andy Singer é um cartunista americano nascido em 1965.  Seus desenhos,  geralmente em preto e branco,  se inspiram, segundo a Wikipedia francesa, no também cartunista americano Robert Crumb (1943-).

O trabalho de Singer critica o mundo tecnológico e a indústria moderna,  a poluição  e o transporte urbano em particular. São dele os desenhos que ilustram o livro “A Tirania do Automóvel”, publicado pela Conrad.

Abaixo, mais alguns trabalhos de Singer:


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“A história da tecnologia. Homem 1: – Não tô feliz. Homem 2: – Ainda Não tô feliz”.

“Pra tudo tem uma sacola de plástico”.

Por fim, uma sátira a “O Pensador”, de Auguste Rodin: