3 Curtas Sobre 3 Longas

1. Da  ensaísta argentina Beatriz Sarlo, sobre  o filme italiano A Vida É Bela, no livro Tiempo Presente (2001):

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“A Vida É Bela ordena a seu público como deve se emocionar. Sobretudo, encarrega-se de mantê-lo emocionado do começo ao fim, para que nunca surja a possibilidade de pensar que coisa (verdadeiramente monstruosa) estamos vendo. Película de entretenimento em seu sentido mais forte, porque se distrai daquilo que diz contar, o campo de concentração, para contar a história de uma mitomania privada.”

 

2. Da  brasileira Márcia Tiburi, sobre  Alien, em artigo na Revista Cult:



“Em momento algum os opositores de Alien, todos carentes de interioridade, de angústia e de conflito, e mergulhados tão somente no medo e em seus próprios interesses, conseguem ser mais interessantes do que o monstro em torno do qual gira todo o enredo”.


3. Do filósofo esloveno Slavoj  Zizek sobre Matrix, no artigo “Matrix: ou, os Dois Lados da Perversão”:



“Essa série remonta à  República, de Platão. Por acaso, Matrix  não repete exatamente o artifício  da caverna de Platão  (seres humanos  comuns, prisioneiros, firmemente amarrados  aos seus assentos e forçados a observar os movimentos imprecisos de algo que eles (erroneamente) consideraram  realidade)? A diferença importante, claro, é que quando alguns fogem da caverna e chegam à  superfície da Terra o que encontram lá não é mais um plano brilhante e iluminado pelos raios do sol, o Bem supremo, mas o desolador  “deserto do real”.



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