A Arte da Fuga

daan-botlek-3.jpg

Catálogo de Indisciplinas adora apontar ambiguidades para depois desfazê-las. Por que este post seria diferente?

Ao tratar da arte da fuga, Catálogo de Indisciplinas poderia estar falando sobre música clássica. Afinal, “fuga” é um estilo de composição no qual se tecem variações a partir de uma linha melódica única, estilo no qual Bach foi um dos mestres.

Catálogo de Indisciplinas, tratando da arte da fuga, poderia estar falando, ainda, de ilusionimo e do extraordinário Harry Houdini. Afinal, o húngaro, grande ilusionista e escapista, ficou famoso por realizar fugas espetaculares de lugares como celas de torturas, barris cheios de águas, caixões, camisas de força, etc.

Harry Houdini

Catálogo de Indisciplinas poderia estar falando, também, de algo mais trivial, que se torna cada vez mais comum entre nós, reles mortais distantes de Bach e Houdini: os anos sabáticos. O ano sabático é o tempo que uma pessoa reserva para se dedicar a projetos pessoais, distantes do seu trabalho convencional ou de sua vida cotidiana. A mulher que escreve os posts de Catálogo de Indisciplinas, por exemplo, vive sonhando com anos sabáticos. Enquanto uns apenas sonham, outros realizam. A escritora Elizabeth Gilbert é uma dessas que jamais ficou só nos sonhos. No best seller “Comer, Rezar, Amar”, que mais tarde se transformou em filme com Júlia Roberts, ela narra sua jornada de fuga afastamento do seu mundinho conhecido e descoberta de novas realidades, deixando para trás um período grave de crise existencial.

Fugir, fugir, fugir… não é um sonho apenas para os hóspedes dos presídios. Afinal, quem nunca quis?

A fuga, que tanto pode significar conformismo quanto inconformismo, contém em si a esperança de que se entre em contato com outro nível de realidade e experiência, seja ela o entorpecimento ou uma lucidez ampliada. Fugir da vida real, fugir da vida virtual, fugir dos problemas, fugir da futilidade ou do excesso de seriedade, fugir do tédio ou do excesso de agitação, fugir das cidades pequenas e das grandes cidades. Há possibilidades de fugas para todos os gostos e bolsos, pois há quem fuja para Paris e quem fuja para o interior do Maranhão. Há quem fuja para o álcool e as drogas. Há quem fuja para a televisão e as viciantes séries da Netflix. Há quem fuja para o chocolate e há quem fuja para a academia. Há quem fuja para o sexo e quem fuja para o celibato. Há quem fuja para os livros e há quem fuja deles.

leitura_3

Como o leitor já adivinhou, ao inventar de falar de fugas, Catálogo de Indisciplinas quer mesmo é se intrometer a falar de literatura, cinema, e do lugar que, através dessas artes, ocupamos no mundo e dentro de nós mesmos. E se a ideia é falar de livros e filmes, voltemos a eles!

São várias as obras que exploram a ideia de que a vida em  sociedade nos afasta daquilo que somos em nome da preservação de outros valores, que não os nossos, tidos por mais corretos ou desejáveis.

Em 1854, o filósofo inglês Henry David Thoreau, autor do famoso “Desobediência Civil”, publicou uma obra que trazia o relato de um experimento social planejado e executado por ele mesmo. Um experimento de solidão chamado “Walden”, que também pode ser considerado um tratado sobre a emancipação do indivíduo ante o coletivo, narrando experiência de afastamento de Thoreau da sociedade: uma verdadeira fuga do mundo para dentro de si mesmo através dessa experiência de isolamento.

Walden é o nome de um lago na zona rural da cidade Concord, em cujos arredores Thoreu viveu sozinho por dois anos e dois meses, enquanto escrevia seu livro, no qual tece duras críticas ao consumismo e a exploração do ser humano por outro ser humano, e elogia a solidão, como nessa passagem: “Acho saudável ficar sozinho a maior parte do tempo. Estar em companhia, mesmo a melhor delas, logo se torna enfadonho e dispersivo. Gosto de ficar sozinho. Nunca encontrei uma companhia mais companheira que a solidão”. Por favor, não pensem que Thoreau é um estranho ou um detestável misantropo. Afinal, quais de nós nunca teve desejos de isolamento em algum momento de sua vida?

into-the-wild

Mais de um século depois, Walden se tornou o livro de cabeceira de um jovem interessado em se afastar da civilização e experimentar uma vida mais simples. Christopher Johnson McCandless (EUA, 1968-1992) era um rapaz de classe média alta, recém formado em história e antropologia, que doou os 24 mil dólares que tinha em sua conta bancária para instituições de caridade e e sumiu, sem informar sua família ou amigos, partindo para grande aventura de sua vida. Em sua bagagem, o Walden, de Henry David Thoreau.

Um dos planos do jovem, inspirado por Walden, era o de se afastar de sua rotina para um período de contemplação solitária. Isso mesmo: um ano sabático. Abandonou seu carro na estrada após um acidente, queimou o dinheiro que ainda tinha e adotou o nome de Alexander Supertramp. Por dois anos perambulou pelos Estados Unidos e teve vários trabalhos temporários, até chegar ao seu destino final, o Alaska, onde queria estar em contato com a natureza pura e onde veio a morrer em virtude mesmo do seu isolamento.

Ahistória de Christopher se transfornou em livro, publicado em 1996, por Jonh Krakauer, e depois em filme, pelas mão de Sean Penn, lançado em 2007. Ambos os trabalhos, no Brasil, tiveram o título de “Na Natureza Selvagem” e Catálogo de Indisciplinas recomenda fortemente que sejam lidos e assistidos.

The-Village

Em outro filme, a arte da fuga é exercitada coletivamente, de forma sorrateira e com muita engenhosidade. Trata-se do filme “A Vila” (EUA, 2004, direção de Night Shyamalan), no qual o medo da violência faz com que um grupo de indivíduos levem a um extremo o projeto de Henry David Thoreau, se afastando da civilização não apenas no que se refere ao aspecto físico, mas também sob um aspecto cultural, deixando para trás avanços médicos e tecnológicos para viverem como se estivessem no século XIX. Não tão idealistas quanto Thoreau, com o intuito de criarem uma sociedade pacífica, esses escapistas produzem mais medo, totalitarismo, infantilização e repressões, condenando gerações futuras, que não puderam optar por esse modo de vida, a repetir os passos daqueles que efetivamente tiveram o direito de escolha.

Se toda fuga pressupõe a promessa de que esse local outro para o qual nos dirigimos estará isento das ameaças que nos fazem querer escapar, essa promessa nunca conterá em si qualquer semente de certeza. Assim como no filme “A Vila”, em que aquilo que deflagrou a fuga acaba por atingir os moradores dos bucólicos bosques nos quais buscaram refúgio, isso mesmo do que se foge, pode nos alcançar em qualquer lugar.

Mas hoje, não, leitores de Catálogo de Indisciplinas! Hoje todas as nossas fugas terão o maior sucesso!

Daan Botlek 4.jpg

Créditos: Intervenções urbanas de Daan Botlek

Anúncios

Sem Medo de Se Mostrar

Imagem: Asaf Hanuka

Imagem: Asaf Hanuka

Entre os que falam mal da internet e das rede sociais, um dos lugares comuns é acusar nossos contemporâneos de se exporem sem nenhum pudor. Num mundo em que cada vez mais se produzem e se popularizam as selfies, Catálogo de Indisciplinas mostra que está é uma tendência antiga.

O desejo de exposição e a própria exposição não são coisas apenas dos nossos dias. O que faltava, contudo, aos mais antigos, era tanto meios eficientes e baratos de produção das imagens de si mesmos quanto meios eficazes para difundir tais imagens. Assim, os pobres mortais que não dispunham de dinheiro para pagar um pintor habilidoso para  retratá-los, nem dispunham de talento para retratarem a si mesmos, tinham que se contentar em exercer sua vaidade e narcisismo na privacidade de seus lares, sem plateia, sem likes elogios, sozinhos diante do espelho. Exposição da própria imagem? Só para os nobres e ricos.

Uma vez que atualmente qualquer um pode ousar se expor das formas mais íntimas possíveis, tendo certeza que terá uma certa audiência, logo se vê que o surgimento de tecnologias como a fotografia digital e a internet democratizaram os meios de produção e difusão de imagens.

Fora a ausência de pudor – ou absoluta falta de noção, uma outra acusação que aqueles que publicam suas fotos  todos os dias na internet,  aproveitando as benesses da tecnologia, vêem levantada contra si, é a de que são hipócritas que mentem sobre suas vidas e identidades, simulando propositalmente uma felicidade e uma beleza inexistente. É óbvio que os perfis no Facebook, por exemplo, são construídos e elaborados, cada vez escolhendo os ângulos que deseja apresentar. Mas quanto há de invenção na elaboração  de si mesmo?

Auto-retrato Triplo – Norman Rockwell, de 1960, note-se que ele não se retrata com óculos.

Auto-retrato Triplo – Norman Rockwell, de 1960, note-se que ele não se retrata com óculos.

Quando nos mostramos, seja em selfies com um olho aberto e outro fechado, fazendo carão ou fingindo ser malvado/malvada, não mostramos somente aquilo que somos, mas também nossas projeções: aquilo que gostaríamos de ser ou como gostaríamos de ser percebidos pela larga audiência que imaginamos ter. E isso raramente corresponde à realidade imaginada por quem observa, gerando um certo descompasso entre as duas formas de percepção.  Além disso, todos temos várias facetas  e o modo como escolhemos para nos representar é apenas um ou alguns entre todos os possíveis.

O filósofo Roland Barthes  dizia que quando posava para fotos mudava: se preparava para a pose e fabricava assim um outro corpo. Invocando essa artificialidade registrada  pelo francês, lembramos de um post já publicado aqui em que se discutia se a fotografia poderia mentir.

Em maior ou menor grau, quase nunca os autorretratos são objetivos e correspondem à uma realidade que pode ser facilmente mensurada.  E vamos combinar: pode ser divertido brincar/manipular a própria imagem. Afinal, por acaso se trata daquelas insossas fotografias para documento? E qual o sentido de se agarrar uma realidade nua e crua, facilmente reproduzida pelos espelhos? Como diz Arthur Danto, “há coisas que podemos ver nos espelhos mas que não podemos ver sem ele, notadamente nós mesmos”. E se ao espelho muitas vezes já enxergamos nossa imagem idealizada, porque não transportar essa imagem idealizada para os selfies que serão postados na internet?

Muito antes de nós, vários artistas consagrados se dedicaram a manipular suas imagens. Não com a mesma intenção com a qual hoje fazemos essas coisas: não para provocar inveja no vizinho, simular felicidade, inflar nosso ego, etc. Os autorretratos eram exercícios de autoendimento, instrumentos de autoconhecimento, elaboração de identidades. Por isso, sem medo de se mostrar.

Vejamos como se saíram alguns artistas que, muito antes de nós, já estavam acostumados a posar para  selfies autorretratos.

– NA PINTURA

Johannes Gumpp (1646), autorretrato ao espelho.

Johannes Gumpp (1646), autorretrato ao espelho.

Como não vemos a nós mesmos, é atribuído ao desenvolvimento da indústria do vidro em Veneza, que permitiu o refinamento das técnicas de fabricação de espelhos, o impulso para a fixação do gênero do autorretrato, ainda no śeculo XV. E aqui é interessante ver como a arte e a cultura se relacionam com o surgimento e a melhora dos objetos técnicos.
Rembrandt: mais de cem autorretratos.

Rembrandt: mais de cem autorretratos.

Este deve ser o recordista masculino. É dito do famoso Rembrandt (1601-1669) que o mesmo pintou mais de cem autorretratos, cobrindo um longo período, de sua juventude até á velhice. Devia matar de inveja os outros adeptos de “selfies” da sua época. Curioso que Rembrandt era baixinho, mas em seus autorretratos, de estilo realista, sempre se pintava como um homem mais alto. Contudo, são telas são um exercício de transformação: são imagens que se desgastam com o tempo, rumo ao declínio e envelhecimento.

Van Gogh em um dos seus autorretratos com a orelha enfaixada.

Van Gogh em um dos seus autorretratos com a orelha enfaixada.

O holandês Vicent Van Gogh (1853-1890) foi outro que não economizou tintas para representar a si mesmo, registrando inclusive não apenas um, mas DOIS autorretratos com a orelha enfaixada, após um episódio não muito bem esclarecido: ou um surto de depressão  o levou a cortar fora um pedaço da dita cuja ou ela foi cortada por Gauguin, numa briga entre os dois amigos. Segundo a Wikipedia, Van Gogh pintou trinta e cinco autorretratos entre os anos de 1886 e 1889.

Frida Kahlo – Auto retrato com cabelo liso

Frida Kahlo – Auto retrato com cabelo liso

Provável campeã entre as mulheres, Frida Kahlo (1907-1954), nossa musa contemporânea,  pintou várias imagens de si mesma, nas quais destacava sua história e seu contexto emocional, especialmente as relações dolorosas com seu próprio corpo após um acidente de trânsito e as relações tumultuosas com o companheiro Diego Rivera. As pinturas também revelam inquietações quanto à sua origem mestiça: pai alemão e mãe mexicana, nas quais Kahlo com frequência reforçava seu sentimento de pertencimento ao México. Seriam cerca de 55 os autorretratos pintados, correspondendo a cerca de um terço de sua obra.

As duas Fridas (1939)

As duas Fridas (1939)

E encontramos Frida de cabelos longos, de cabelos curtos, soltos, presos, com roupa, sem roupa, sem mãos, sem coração, como feto, como filha, como esposa, vestida à moda européia, vestida com roupas folclóricas, envolta em lágrimas e sem lágrimas, duplicada. Em seu diário, Frida escreveu: ”Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”

  – NA FOTOGRAFIA

A difusão da fotografia tornou bem mais fácil e barata a execução de um autorretrato quanto comparada com a técnica da pintura. Afinal, não havia mais necessidade de se preocupar com tela, tinta, pigmento, perspectiva, proporção, etc. Mas  o interessado ainda tinha que se haver com as técnicas fotográficas, se preocupar com luz, foto, diafragma, entre outros, bem como com a a revelação do filme e o dinheiro para pagá-la.

Warhol: autorretratao vestido de mulher

Warhol: autorretratao vestido de mulher, no começo dos anos 80.

Célebre por haver vaticinado que no futuro todos seriam famosos por quinze minutos, além da pop arte, Andy Warhol  (1928-1987) também era um narcisista famoso. Entre suas obras, se destacam muitos autorretratos: em forma de pintura, fotografia ou serigrafia. Alguns demonstram certa ambiguidade sexual. Em meados de 2014, um dos seus autorretratos foi arrematado num leilão na Suíça por 105 milhões de dólares, na Art Basel, uma das feiras mais importantes de arte contemporânea.

Autorretrato: Cindy Sherman

Autorretrato: Cindy Sherman

No trabalho da fotógrafa americana Cindy Sherman (1954-), seu próprio corpo é o elemento essencial sobre o qual cria suas imagens. Contudo, afirma que as imagens de si que produz não são autorretratos, mas mera encenação, pois “Não somos aquilo que pensamos ser”. Negando qualquer possibilidade de uma identidade estável, Sherman sai de cena para deixar aflorar personagens através dos quais pretende discutir o modo de representação das mulheres: os estereótipos sobre o feminino.

Mas não nos iludamos.

Embora algumas vezes possa parecer, esses autorretratos não se assemelham aos nossos, repetitivos, monotonamente felizes e domésticos. E é por isso mesmo que os nossos não são considerados obras de arte. Contudo, na próxima vez que alguém nos elogiar por sermos fotogênicos (elogio mesmo ou ofensa? fotogênico é feio que fica engraçadinho em fotos)  e perguntar porque postamos tantos selfies,  principalmente aqueles diante do espelho fazendo aquelas bocas tortas, podemos dizer que estamos nos espelhando em Van Gogh, Frida Kahlo, Warhol, Sherman e Rembrandt, entre outros poderosos do mesmo naipe.

Se eles gastaram horas e dinheiro para construir retratos algumas vezes ousados de si mesmos, porque nós, que de graça, vamos gastar apenas um mísero segundo do nosso precioso  tempo apertando a câmara do nosso celular, não faríamos o mesmo?

selfie

Até a próxima, pessoal. Bons selfies.

Abbey Road

Nunca uma  faixa de pedestres foi tão famosa.


Só mesmo os Beattles para transformar listras brancas no asfalto em celebridade, com a capa do disco “Abbey Road” (1969). Segundo a Wikipedia, a sessão de fotos, idéia de Paul MacCartney, teria durado uns  dez minutos. Jonh Lennon teria dito: “Deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas”.

Em 2002, foi a vez dos Simpsons  atravessarem a mesma faixa de pedestres para a capa da revista  Rolling Stones:


Aliás, o gesto dos garotos de Liverpool foi reinventado tantas vezes que se perdem as contas. A imagem abaixo, feita em 2000, é do grupo paulista de comediantes  chamado Língua de Trapo, no trabalho  “Vinte e um anos na estrada”:

Até mesmo monges, de verdade, quiseram recriar os passos do Beatles, na capa do disco que está à venda na Amazon por cerca de U$ 8,00 dólares:


O Red Hot Chilli Pepper optou por tirar as meias dos pés e colocar em um local anatomicamente mais parecido:

A paródia abaixo é de responsabilidade da Bropton, fábrica inglesa, querendo exibir sua bicicleta dobrável:




Em 1993, Paul MacCartney voltou sozinho… Ops! com seu canhorro…  para atravessar a faixa, na capa do álbum ” Paul is Live”:


E nos quadrinhos brasileiros, Maurício de Souza:



 

Coisas que se repetem. De alguma forma. Parte I: Europa

“E quais são as palavras que nunca são ditas?” (Legião Urbana).

Ou Repetidas?!  – pergunto eu.

2240_1

Europa – princesa da mitologia greca que foi seduzida por Zeus,  disfarçado de um lindo Touro branco. A história do disfarce se dava porque Zeus tinha uma mulher muito ciiumenta: Hera. Mas enfim, quando Europa o viu, subiu no Touro. Zeus a raptou  e a levou para a ilha de Creta, onde  a fecundou. Consta em primeiro lugar por uma questão de justiça:  é o uso mais antigo de todos.


Mapa_Mundo

Europa – o Continente, “o velho mundo”, cujo nome se deve ao da princesa mitológica e que todos conhecem. Pelo menos das aulas de geografia.


LuaEuropa

Europa – nome de uma das luas de Júpiter, objeto de especulações sobre a possibilidade de existência de vida em seu interior. Não é a principal lua de Júpiter, essa  posição  é ocupada por Ganímedes.


antichrist_4b

Europa –  é o último filme da trilogia  também chamada de “Europa”. Todos os três filmes com a assinatura do grande e controverso cineasta dinamarquês Lars Von Trier, que também dirigiu “Dançando no Escuro”, com Bjork, “Dogville”, com Nicole Kidman e agora a mais nova polêmica do momento: “Anti-Cristo”. Ah! “ Europa” foi lançado em 1991 e levou três prêmios no Festival de Cannes: Grande Prêmio do Júri, Melhor Contribuição Artística e o Prêmio Técnico.  Como no momento só se fala em Anti-Cristo e porque Von Trier está sempre se superando na capacidade de provocação , a imagem acima é desse filme.


9F7A50CDC58E4EAB82DB04FFC7ECF6EE

Europa – nome do hino nacional de Kosovo, território situado na península balcânica que se declarou independente em 2008, tendo sido  reinvidicado pela Sérvia. Na ocasião, os Estados Unidos apoiaram Kosovo,  assim como as princiáis potências da União Européia, reconhecendo sua independência; enquanto, do outro lado,  a Rússia se aliou á Sérvia,  o que fez com que quase resurgisse uma velha história.

covenant

Europa – nome de um disco do trio sueco Covenant, liderado por Eskil Simonsson , lançado em 1998. O grupo canta em alemão e faz um som chamado de electropop. Ainda é pouco conhecido no Brasil que, da Suécia, não  esquece mesmo é do ABBA. “Mamma Mia!”. Para quem não conhece, pode ouvir o Covenant na Last FM.


elle-polar01

Europa – nome de um disco da cantora, compositora  e atriz islandesa Bjork (1965, REyjavik-), que ganhou os Grammys  de Melhor Álbum Alternativo em 2004 e 2007. “Europa” foi lançado também em 1998 e faz parte do que chamam na França de sua “discografia pirata”. É ativa politicamente e se opôs a instalação de um centro de tratamento de alumínio em seu país. Dedicou a música “Declare independence” a Kosovo  e por isso teve um show cancelado na Sérvia. Já fez shows no Rio de Janeiro,  São Paulo e Curitiba.  Gravou seu primeiro disco aos 12 anos de idade.  Se vestiu de ganso na festa do Oscar de 2001. Frase marcante de Bjork: “…não sou uma elfa, sou apenas uma islandesa com um laptop.”


250px-Iles_eparses_de_l'ocean_Indien.svg


Europa – é uma ilha no continente africano, dependente do território Reunião, que constitui domínio francês desde 1897. Fica no sul da África, a cerca de meia hora de Madagascar- aquela mesma do desenho animado da Dreamworkers  e que também a reinvindica esta Europa, e ao sul de Moçambique. É resquício da colonização francesa na África. Na ilha atualmente existe apenas um  grupo militar da França.


240px-52Eur-LB1-richfield

52 Europa – outra vez na astronomia: é um asteróide  descoberto em 1858 por H. Goldschmidt, apontado como o 7º maior do mundo. Lembrando que asteróides são objetos rochosos e metálicos que orbistam em torno de sóis, mas que não podem ser considerados planetas em razão do diminuto tamanho.


400px-Monnaie-europa

Europa – uma moeda que não vingou, criada em 1928 por JosephArcher,  então prefeito Cizely, em  Niévre – um departamento francês e  um dos  fundadores do Movimento Federalista  da Europa.


xqcsh1

Europa Europa – outro filme, desta vez da cineasta polonesa Agnieszka Holland, cujos filmes são marcados por forte politização.  Lançado em 1990 na Alemanha, o filme conta a história de um rapaz que oculta sua origem judaica e ingressa na Juventude Hitlerista. Agnieszka esteve no Festival do Rio 2003 para lançar o filme ” Voltando Para casa”.

Fontes de pesquisa: Wikipédia em português, francês, inglês e espanhol.